Conta Multidão

Quantas pessoas havia lá?

Estime o público de qualquer manifestação, show ou evento a partir de fotos, com um método científico aberto, verificável e apartidário. Cada número mostra de onde veio.

A estimativa segue o método clássico de área × densidade (Jacobs, 1967), com amostras medidas nas fotos, contagem por inteligência artificial e margem de incerteza.

Área ocupada (m²) medida no mapa × Densidade pessoas por m², medida nas fotos = Público com margem de incerteza
🔒 PrivadoSuas fotos são processadas no seu navegador e não são enviadas a nenhum servidor.
🔍 TransparenteFórmulas, parâmetros e incertezas aparecem na tela e no relatório exportado.
♻️ ReprodutívelO relatório traz a impressão digital (SHA-256) de cada foto e todos os parâmetros usados.
⚖️ ApartidárioO mesmo método vale para qualquer evento, causa ou lado político.

1. Envie as fotos do evento

Prefira fotos do alto (drone, prédios) e do horário de pico. Várias fotos do mesmo ponto de vista, com partes em comum, podem ser unidas num único mosaico na etapa seguinte.

Por que registrar a impressão digital (hash) de cada foto? O SHA-256 é uma "impressão digital" do arquivo: qualquer alteração na foto muda o código. Assim, quem ler o relatório pode verificar que a estimativa usou exatamente aquelas imagens.

2. Registro: juntar as fotos numa só imagem

Registro de imagens é alinhar fotos que mostram partes em comum, para formar um mosaico (como um panorama). Assim, a mesma pessoa não é contada duas vezes.

Como funciona, passo a passo
  1. Pontos de interesse: o computador encontra cantos e detalhes marcantes em cada foto (algoritmo ORB).
  2. Correspondências: procura o mesmo detalhe nas duas fotos, comparando "assinaturas" numéricas.
  3. RANSAC: descarta correspondências erradas por sorteios repetidos e fica com as consistentes (inliers).
  4. Homografia: calcula a matriz 3×3 que leva uma foto ao plano da outra e as funde no mosaico.
Fotos tiradas de pontos muito diferentes, ou sem área em comum, não se alinham entre si e formam mosaicos separados. Elas podem ser unidas na etapa 3, projetando cada uma sobre o mapa.

Mosaicos

Clique em "Registrar fotos".

3. Projeção no mapa: ver a multidão de cima, em escala

Fotos tiradas de lado (oblíquas) deformam o chão: o que está perto parece grande e o que está longe, pequeno. Aqui cada foto é projetada sobre o mapa, como se fosse vista de cima. Juntas, elas formam um ortomosaico que mostra quais trechos da rua cada foto cobre, sempre em metros.

Como funciona (pontos de controle e homografia)
  1. Escolha uma foto e clique num ponto do chão que também apareça no mapa: canto de faixa de pedestres, ponta de canteiro, quina de calçada, base de poste. Depois clique no mesmo ponto no mapa (use a camada de ortofoto).
  2. Com 4 ou mais pares, o site calcula por mínimos quadrados a homografia que leva a foto ao chão. Com mais pares (6 a 10, espalhados pela foto), o resultado fica melhor e o erro de cada ponto, em metros, aparece na tabela.
  3. Ao gerar o ortomosaico, cada pixel do chão recebe a foto que o mostra com mais detalhe. Regiões distantes demais (poucos pixels por metro) são descartadas, para não "esticar" o que a foto não mostra bem.
Limitação: o modelo supõe chão plano. Prédios, árvores e pessoas em pé aparecem "deitados"; só o nível da rua é fiel. Nunca use topos de prédios como ponto de controle.

Envie fotos na etapa 1.

Atalhos: roda do mouse amplia a foto · arraste um ponto (na foto ou no mapa) para corrigi-lo · Ctrl + clique marca vários pontos na foto de uma vez (depois clique no mapa na mesma ordem) · Enter confirma o marcador rosa · Esc cancela os pontos pendentes · Backspace ou Ctrl+Z desfaz o último par · Ctrl+Y refaz

Ortomosaico

O que é o mapa de resolução Uma foto oblíqua não tem o mesmo detalhe em todo lugar: perto da câmera, 1 metro de chão ocupa dezenas de pixels; perto do horizonte, menos de um. O mapa de resolução pinta cada ponto do chão conforme quantos pixels da foto cobrem 1 metro ali (na foto de melhor resolução naquele ponto). Como uma pessoa ocupa cerca de 0,5 m e uma cabeça cerca de 0,2 m, isso mostra onde é possível contar pessoas, onde só dá para comparar a textura da multidão e onde a foto só indica que há gente. Use-o para escolher onde colocar as amostras de densidade (etapa 5).

4. Desenhe no mapa a área ocupada

Clique no mapa para marcar pontos. Divida o evento em zonas de densidade parecida: perto do palco a multidão costuma ser mais densa que nas pontas.

Zonas

Nenhuma zona ainda.

Dicas de medição Meça de fachada a fachada só se as calçadas estiverem ocupadas. Inclua os trechos sob árvores e bandeiras quando há gente nas bordas visíveis: a densidade é medida onde dá para ver e vale para a zona inteira. Não inclua palcos, carros de som, áreas cercadas ou trechos vazios. A margem de erro da área (padrão ±10%) entra no cálculo final.

5. Meça a densidade (pessoas por m²) nas fotos

Escolha um trecho representativo da multidão numa foto, informe uma medida real visível (por exemplo, a largura de um carro de som, de uma faixa de pedestres ou de um ônibus) e conte as pessoas dentro dele, à mão ou com a IA.

Por que preciso de uma medida de referência? Numa foto em perspectiva, quem está longe parece menor. Marcando os 4 cantos de um retângulo de tamanho conhecido no chão, o site calcula uma homografia que "desentorta" o chão (como se fosse visto de cima) e converte qualquer área da foto em metros quadrados. Bons retângulos: carroceria de caminhão (largura típica de 2,6 a 3,0 m), faixa de pedestres, faixas de rolamento (≈3,5 m), quadras esportivas.
—
área da amostra (m²)
0
cabeças marcadas
—
contagem IA na amostra
—
densidade (pessoas/m²)

Marque os 4 cantos do retângulo de referência no chão, em ordem (sentido horário).

Amostras salvas

Nenhuma amostra ainda.

Guia visual de densidades

Cada quadro mostra uma área de 5 m × 5 m. Use o guia para conferir se as amostras fazem sentido. Acima de 4 pessoas/m² as pessoas ficam espremidas, uma situação de risco.

6. Resultado

Desenhe ao menos uma zona no mapa (etapa 4) para ver a estimativa.